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WorkShop OPD, SOAR e Gemini: Passado, Presente e Futuro

Quando 08/03/2010 a 00h00 10/03/2010 a 00h00 a
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  Em abril de 2010 faz trinta anos que o telescópio Perkin Elmer do OPD recebeu sua primeira luz. O OPD tornou-se rapidamente a ferramenta mais importante para a astronomia observacional brasileira. De fato, o observatório logo não era mais capaz de satisfazer a crescente demanda, o que levou à associação do Brasil aos consórcios SOAR e Gemini, e mais recentemente à colaboração com o CFHT.

 

    1. Apesar de constantes investimentos na infraestrutura observacional do OPD, o acesso dos astrônomos brasileiros a maiores e mais modernos observatórios fez com que sua importância diminuisse nos últimos anos. Houve uma queda de demanda e na produtividade científica. Entretanto, o LNA está convicto de que o OPD ainda tem um papel importante na astronomia brasileira. Necessita-se, porém, de uma reflexão profunda sobre as medidas necessárias para manter o OPD competitivo, o que inclui instrumentação mais moderna, novas modalidades operacionais, e a identificação de nichos a serrem explorados no futuro. O LNA considera imprescindível a forte participação de toda a comunidade de usuários nessa discussão sobre o futuro do OPD.
    2. O Observatório Gemini vai entrar em uma nova fase da sua existência: O atual contrato entre os parceiros vence no final de 2012. É previsto que se faça uma emenda ao contrato, com vigência até 2015, prorrogando, desta forma, o contrato atual, sendo que os sócios desde já começam a negociar um novo contrato, que poder´ ser bem diferente do contrato atual, para os anos após 2015. Um fato complicador nesse contexto é a saida do Reino Unido do consórcio já em 2012. Nessa situação a comunidade astronômica brasileira precisa discutir o seu papel no Gemini após 2012 e após 2015.
    3. O Telescópio SOAR ainda se encontra na fase de aprimoramento. Medidas para melhorar o desempenho do telescópio encontram-se em andamento. Com as recentes melhorias do desempenho do espectrógrafo Goodman, o início de observações rotineiras da Câmara Spartan e o comissiomento do SIFS em andamento, a primeira geração do instrumentos está se completando. Instrumentos da segunda geração, como o BTFI, o SAM e o STELES não ir&atidle;o demorrar para chegar ao SOAR. Vale a pena, portanto, que a comunidade astronômica brasileira busque formas para o melhor uso do SOAR.
    4. Ministério da Ciência e Tecnologia instaurou a Comissão Especial de Astronomia - CEA para elaborar a proposta de um Plano Nacional de Astronomia - PNA. Os observatórios gerenciados pelo LNA representam uma parte fundamental da infraestrutura para pesquisa astronómica no país e, portanto, dever&atidle;o ser contemplados no PNA. A CEA precisa de subsídios da comunidade para inserir, no PNA, o OPD, o SOAR e o Gemini, considerando o contexto geral da astronomia brasileira.

Para promover uma discussão abrangente sobre os tópicos acima enumerados, o LNA convidou a comunidade astronómica brasileira para participar de um Workshop, realizado nos dias 8, 9 e 10 de março de 2010 no Hotel Orotur em Campos de Jordõo, SP.

No foco das deliberaçães ficaram os aspectos operacionais, instrumentais e políticos do OPD, Gemini e SOAR. Desta forma, a maior parte da programação era composta por palestras convidadas sobre esses assuntos e Mesas Redondas, sendo que a ciância realizada com os observatórios teve seu lugar no Workshop na forma de paineis.  

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