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Brasil assina acordo com telescópio LSST

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Um acordo firmado entre o Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Academic Network at São Paulo (ANSP) vai permitir a participação de pesquisadores brasileiros no projeto de construção do Large Synoptic Survey Telescope (LSST). O Memorando de Entendimento, assinado em setembro pelas instituições, prevê investimentos em conexões de fibra óptica, ampliando a ligação entre a América do Sul e a América do Norte. Além disso, um grupo de 50 pesquisadores brasileiros participará do projeto, considerado revolucionário para a Astronomia. O LSST é um telescópio em construção em Cerro Pachón, no Chile, com previsão para entrar em operação em 2022. Somando R$ 1 bilhão em investimentos, o LSST terá capacidade para fazer o mapeamento de quase metade do céu em seis filtros por um período de dez anos. O telescópio, com 8,4 metros de diâmetro, cobre um campo de quase 10 graus quadrados, podendo mapear toda a região do céu ao qual tem acesso em apenas algumas noites. Com os dados do LSST, os cientistas vão explorar o sistema solar, estudar a estrutura de nossa galáxia e a formação e evolução de estruturas do universo.

Investimento de infraestrutura em conectividade possibilita grupo de astrônomos brasileiros participarem de mega projeto internacional

A Academic Network at São Paulo (ANSP), o Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) anunciam a assinatura de um Memorando de Entendimento que viabiliza a participação de um grupo de pesquisadores brasileiros no projeto Large Synoptic Survey Telescope (LSST). Isto foi possível em razão de comprometimentos de investimentos em conexões de fibra óptica feitos pela ANSP e RNP, ampliando a conexão entre a América do Sul e a América do Norte.

O LSST é um telescópio sendo construído em Cerro Pachón no Chile. Previsto para entrar em operação em 2022, o LSST irá mapear quase a metade do céu em cinco filtros por um período de 10 anos. O telescópio, com um diâmetro de 8,4 metros, cobrirá um campo de quase 10 graus quadrados, podendo mapear toda região do céu ao qual ele tem acesso, em apenas algumas noites. Sua câmera consiste de um mosaico de CCDs com 3,2 bilhões de pixels e cada exposição cobrirá uma área correspondente a 40 vezes o tamanho da Lua cheia. A cada noite serão acumulados da ordem de 15 TB de dados, os quais devem ser transmitidos para diferentes centros para redução e análise, inclusive no Brasil. O sistema fornecerá aos astrônomos uma visão dinâmica do Universo, onde variações de posição ou fluxo de objetos celestes serão registradas em intervalos de algumas poucas noites. Estima-se que o LSST gerará da ordem de 10 milhões de alertas destas variações a cada noite. Estas variações serão classificadas e os casos mais interessantes serão observados em outros telescópios para análise mais detalhada. Ao término de 10 anos o levantamento obterá informações sobre37 bilhões de estrelas e galáxias explorando um volume de espaço sem precedentes e gerando da ordem de 100 petabytes de dados.

Este projeto apresenta grandes desafios na área de TI para gerenciar a transferência, processamento, armazenamento, análise e exploração científica da grande quantidade de dados que será gerada de forma ininterrupta. Este é um problema de Big Data que começa a ser enfrentado de uma forma sistemática pelo projeto procurando novas soluções para as áreas de comunicação em rede, processamento de alto desempenho e desenho de banco de dados, nas quais a equipe brasileira também participará.

Com os dados do LSST cientistas irão explorar o sistema solar, estudar  a estrutura de nossa galáxia e a formação e evolução de estruturas no Universo, além de determinar as propriedades da matéria e energia escura que permeiam o Universo, sendo esta última responsável pela expansão acelerada do mesmo.

A infraestrutura de conectividade via fibra óptica disponibilizada pela ANSP e RNP permitirá a transferência de dados entre Chile e EUA através do Brasil alcançando taxas de 100 Gbps. A ANSP será responsável pela operação da conexão entre Santos (SP) e Boca Raton (Flórida, EUA). A RNP proverá a conexão entre Santiago (Chile) e São Paulo (SP). Esta contribuição da ANSP e RNP foi reconhecida pelo Conselho de Administração do LSST como contrapartida para a participação de 10 pesquisadores seniores e mais 4 juniores associados a cada um deles, totalizando 50 pesquisadores com acesso irrestrito aos dados do levantamento. Pelos termos do acordo o LIneA e o LNA são responsáveis por organizar o processo de seleção deste contingente de pesquisadores brasileiros, denominado provisoriamente LSST Brazilian Participation Group (BPG -LSST), que terão várias responsabilidades junto ao LSST.


Quem é quem:

ANSP: O Projeto ANSP (an Academic Network at São Paulo), como definido na decisão do Conselho Superior da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa  do Estado de São Paulo) quando de sua criação, "provê à comunidade de pesquisa do Estado de São Paulo conectividade de redes de computadores no estado da arte". A ANSP desenvolve e mantém infraestrutura e serviços de Internet e comunicação de dados em geral que, em conjunto com o Programa Reserva Técnica ANSP, da FAPESP, oferecem à comunidade de pesquisa e educação do Estado de São Paulo, os meios tecnológicos necessários ao acesso à informação em todo o mundo, ao compartilhamento de conhecimento, ao desenvolvimento de projetos colaborativos e à inovação em larga escala.

<http://www.ansp.br/index.php/br/>

  

LIneA: É um laboratório interinstitucional apoiado pelos seguintes institutos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): Observatório Nacional (ON), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).  O LIneA foi criado com a finalidade de dar suporte à participação brasileira em levantamentos astronômicos gerando grandes volumes de dados. Para alcançar os objetivos científicos destes projetos, o LIneA gerencia toda uma infraestrutura de armazen amento, processamento, análise e distribuição de dados astronômicos e desenvolve tecnologia para lidar com os desafios de projetos envolvendo Big Data. Participam do LIneA pesquisadores e técnicos dos institutos do MCTI mencionados acima, além de professores e alunos de diversas universidades.

<http://www.linea.gov.br/>

 

 LNA: O Laboratório Nacional de Astrofísica - LNA é uma das unidades de  pesquisa integrantes da estrutura do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI. Ele foi o primeiro Laboratório Nacional implementado no Brasil em 1985 e, desde então, seu modelo tem sido aperfeiçoado. A sede do LNA está localizada na cidade de Itajubá, no sul do estado de Minas Gerais, onde se encontra instalada sua administração central. O LNA tem como missão, "Planejar, desenvolver, promover, operar e coordenar os meios e a infra-estrutura para fomentar, de forma cooperada, a astronomia observacional brasileira".

<http://www.lna.br/>

 

 RNP: A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) provê a integração global e a colaboração apoiada em tecnologias de informação e comunicação para a geração do conhecimento e a excelência da educação e da pesquisa. Desde 2002, é uma Organização Social (OS) vinculada ao Ministério da Ciência, T ecnolog ia e Inovação (MCTI) e mantida por esse em conjunto com os ministérios da Educação (MEC), Cultura (MinC) e Saúde (MS), que participam do Programa Interministerial da RNP (PI-RNP). Pioneira em 1992 como rede nacional de acesso à internet no Brasil, a RNP tem como principal incumbência promover o desenvolvimento tecnológico e apoiar a pesquisa de tecnologias de informação e comunicação, criando serviços e projetos inovadores e qualificando profissionais. <http://www.rnp.br/>

 

Contatos:

 ANSP: Luis Fernandez Lopez, email: lopez@wfpd.com.br

 LIneA: Luiz Nicolaci da Costa, email: ldacosta@linea.gov.br

 LNA: Bruno Castilho; email: bruno@lna.br

 RNP: Nelson Simões; email: nelson@rnp.br

 LSST:<http://www.lsst.org/>

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