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Exposição Itinerante: “O Eclipse e o Presidente”

Notícia

Data: 21/02/2014
Data Final: 25/05/2014
Local: Saguão da Biblioteca Mauá - Campus UNIFEI Itajubá

   

A partir do dia 21 de fevereiro de 2014, estará aberta à população a exposição “O Eclipse e o Presidente”, no saguão da Biblioteca Mauá (BIM, campus UNIFEI).

A mostra foi concebida pela Coordenação de Museologia do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MCTI/MAST, Rio de Janeiro), com base no trabalho de pesquisa da historiadora Christina Barbosa, pesquisadora da Coordenação de História da Ciência na mesma instituição.

O evento está sendo organizado na cidade pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (MCTI/LNA), com apoio da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e Prefeitura Municipal de Itajubá, através de sua Secretaria de Cultura e Turismo.

As visitas poderão ser realizadas de segunda a domingo, das 8 às 22:00 h, até 25 de maio de 2014.

Informações gerais sobre a exposição, incluindo horários com monitoria, podem ser obtidas através do endereço eletrônico

 

Sobre a exposição

“O que é um eclipse? Cientificamente é uma coisa
complicadíssima, observada através de lentes próprias, medida
em aparelhos adequados e que põe em polvorosa todos os
observatórios do mundo. Popularmente, um eclipse não é mais
do que um encontro forçado da Lua com o Sol”
(Fon-Fon!, 28/09/1912, p. 25).

Como sugere, bem-humorado, o texto acima, o eclipse total do Sol que teve lugar em 10 de outubro de 1912 pôs em polvorosa muitos observatórios em todo o mundo ocidental. O Brasil era um dos locais privilegiados para a sua observação. Por isso, vários observatórios enviaram expedições para esse país, colocando em polvorosa também a imprensa brasileira e a população das cidades onde os astrônomos fixaram seus acampamentos. As expedições que vieram ao Brasil observar o eclipse de 1912 provinham da Inglaterra, França, Argentina e Chile, e foram organizadas por alguns dos mais importantes observatórios do mundo. Dois observatórios brasileiros também organizaram expedições: o Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, e o Observatório de São Paulo (hoje, pertencente à USP).

Na escolha das localidades para fixar acampamento, os astrônomos pautaram-se, sobretudo, pela facilidade de meios de transporte, devido aos pesados e frágeis equipamentos que carregavam na bagagem. As cidades escolhidas foram Passa Quatro, Cristina e Alfenas, em Minas Gerais, e Cruzeiro e Silveiras, em São Paulo, todas elas situadas na Serra da Mantiqueira, a poucos quilômetros umas das outras. Como choveu na região no dia do eclipse, a maioria das expedições não conseguiu alcançar seus objetivos científicos.

A Exposição “O Eclipse e o Presidente” tem a intenção de apontar as lentes sobre o eclipse de 1912, e através dele, examinar e divulgar conteúdos científicos e históricos relativosà observação de eclipses do Sol. Esse evento ocupa uma posição singular na História do Brasil, na medida em que atraiu as atenções de políticos e do próprio presidente da República, Hermes da Fonseca – cujo vice era Wenceslau Brás, para uma ciência a princípio sem aplicação imediata, e para suas instituições. Além disso, com a exceção feita à medicina e suas aplicações, poucas iniciativas científicas mobilizaram tanto as atenções da imprensa brasileira nas primeiras décadas do século XX, o que deu origem à produção de um vasto material textual e iconográfico. É, portanto, apenas uma pequena amostra desse material que integra a exibição, visando contribuir para a construção da memória científica brasileira, sobretudo junto às novas gerações.