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LNA tem novo Diretor

Dr. Wagner José Corradi Barbosa, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi nomeado para o cargo de Diretor do LNA, dia 21 de fevereiro, sexta-feira passada. Dr. Bruno Castilho deixa o cargo após 9 anos de dedicação ao Instituto e permanece no LNA como pesquisador.

Graduado em Física, mestre e doutor em Astrofísica, todos os títulos obtidos pela UFMG, Wagner Corradi fez estágios doutorais no Copenhagen University Observatory do Niels Bohr Institute for Astronomy, Physics and Geophysics (Dinamarca) e no European Southern Observatory (ESO) no Chile e na Alemanha. É professor do Departamento de Física da UFMG desde agosto de 1998.

Sua área de atuação encampa principalmente a pesquisa em física do meio interestelar, aglomerados abertos, formação estelar e educação a distância. Possui inúmeros trabalhos publicados e alguns dos mais relevantes são a publicação do maior catálogo de estrelas jovens de massa intermediária do Hemisfério Sul, a determinação do raio e dos detalhes da atmosfera do planeta anão Eris, que ajudou a estabelecer a nova classe dos planetas anões, e, recentemente, a descoberta de três aglomerados estelares abertos (UFMG 1, 2 e 3). Na área de educação a distância, publicou principalmente sobre gestão e disciplinas semipresenciais do ciclo básico de física.

Corradi coordenou a Universidade Aberta do Brasil na UFMG por oito anos e dirigiu o Centro de Apoio à Divulgação a Distância da Universidade de 2014 a 2018. É membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), da International Astronomical Union (IAU) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

DIretor 2020

Dr. Wagner Corradi (arquivo pessoal)

Wagner Corradi foi cedido pela UFMG para dirigir o Laboratório durante os próximos quatro anos. Usuário da estrutura do LNA há três décadas e membro, há mais de 20 anos, do Conselho Técnico-científico e das Comissões de Programas do LNA, o professor acredita que a escolha de seu nome pelo ministro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) se deveu a essa longa trajetória no LNA, ao reconhecimento de que desfruta no meio da pesquisa em astrofísica e à sua experiência como gestor, especialmente na área de educação a distância.

Um dos planos de Wagner Corradi para sua gestão é o de ampliar a capacidade de atendimento à grande demanda de serviços do LNA, vinda de dentro e fora do Brasil. Segundo ele, a unidade desenvolveu, nos últimos tempos, grande expertise no campo da instrumentação astronômica que utiliza fibra óptica.

“O Laboratório tem recusado pedidos de serviços de fabricação e manutenção de equipamentos. Minha intenção é otimizar esse trabalho e buscar recursos humanos por meio de contratações permanentes ou temporárias”, revela o novo diretor.  Ele anuncia ainda o desejo de finalizar o projeto de construção do novo prédio, iniciado na gestão anterior, que possibilitará a montagem de laboratórios mais espaçosos, capazes de abrigar de maneira adequada peças e instrumentos de maior porte solicitados ao LNA.

O novo diretor pretende também incrementar as ações de divulgação científica desenvolvidas pelo LNA, que já recebe grupos em suas instalações e visita as escolas da região de Itajubá.

Texto de Itamar Rigueira Jr. (adaptado)

Sobre o LNA

O Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) é um órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações (MCTIC) com sede na cidade de Itajubá, no sul do Estado de Minas Gerais. Sua natureza como laboratório nacional caracteriza o LNA em primeira linha como instituição prestadora de serviços à comunidade científica brasileira. Conforme sua missão, o LNA é responsável, no âmbito nacional, por criar e manter as condições para que os astrônomos profissionais de todo o Brasil possam realizar pesquisas observacionais em suas áreas.

Para esse fim, o LNA opera desde 1980 o Observatório do Pico dos Dias (OPD), o maior observatório astronômico localizado no Brasil. O OPD é o único observatório para pesquisas em uma ampla gama de disciplinas astronômicas, aberto para os pesquisadores do país inteiro e até para astrônomos do exterior. Para satisfazer a alta e crescente demanda dos pesquisadores por acesso a telescópios competitivos, o LNA, desde então, ampliou sua oferta de infraestrutura observacional por meio da participação em consórcios internacionais de observatórios de médio e grande porte.

O LNA foi encarregado pelo MCTIC, parceiro formal desses consórcios, de gerenciar a participação brasileira no Observatório Gemini e no Telescópio SOAR, dos quais também é o Escritório Nacional. O Observatório Gemini constitui-se de dois telescópios localizados no Havaí e no Chile e o SOAR, localizado também no Chile.

Dessa forma, o LNA oferece aos astrônomos brasileiros um conjunto muito interessante de instrumentos, desde telescópios relativamente pequenos até telescópios que figuram entre os maiores do mundo, viabilizando uma ampla gama de pesquisas astronômicas.

Além disso, o LNA desenvolve instrumentação científica para astronomia nos mais altos padrões internacionais, tanto para uso em observatórios no Brasil como no exterior.